
Pedro Ribeiro candidata-se para unir militantes e organizar partido no Cartaxo
Organizar o funcionamento interno da concelhia e reconciliar os militantes com esta estrutura partidária são as duas grandes linhas de acção da candidatura de Pedro Magalhães Ribeiro à presidência da comissão política do PS Cartaxo.
“Dar voz ao partido, dar voz aos militantes” é o nome da moção apresentada publicamente no sábado, 20 de Fevereiro, na biblioteca de Vila Chã de Ourique, onde o candidato se disse motivado “a promover o diálogo interno e acabar com a tendência para pôr de lado quem pensa diferente”.
As eleições internas realizam-se no próximo dia 27 de Fevereiro, com mais dois candidatos na corrida, Marco Caetano e Bernardo Trindade.
“Temos saudades de um passado em que o PS Cartaxo ainda se olhava olhos nos olhos, em que as pessoas acreditavam em nós, e em que resolvíamos os problemas em família, ouvindo e aceitando a opinião daqueles que discordavam”, frisou o ex-vereador da Câmara, que, a nível interno, se propõe a “fazer algo tão caricato como cumprir os estatutos do próprio partido”.
Isto porque nenhum dos órgãos locais tem reunido com a prioridade definida, casos da actual comissão política e do secretariado.
“Ninguém se deve lembrar de quando foi realizada a última reunião anual de militantes”, exemplificou.
No seu programa estratégico, que inclui propostas resultantes de várias reuniões com militantes nas oito freguesias do concelho, incluem-se a realização de encontros autárquicos trimestrais (com eleitos de todos os órgãos do poder local), acções regulares de reflexão política e um programa regular de formação técnica e política, entre outras propostas.
Tudo “para reforçar os mecanismos de participação dos militantes”, explicou.
Com Pedro Nobre e Olinda Alexandre como números dois e três, a lista B encabeçada por Pedro M. Ribeiro traçou ainda como grande objectivo “trabalhar para inverter a tendência dos resultados autárquicos dos últimos anos”.
Apesar de continuar a ser o partido mais votado, o PS perdeu mais de 2 mil votos entre 1997 (7.405, com Conde Rodrigues como cabeça de lista) e 2009 (5.382 eleitores, com Paulo Caldas, actual presidente da autarquia).
“A conjuntura negativa nacional não pode servir de desculpa, porque o PS, nas últimas autárquicas, obteve os melhores resultados de sempre”, relembrou Pedro M. Ribeiro.
“Estes números resultam da profunda inactividade a nível local, onde nos últimos dois anos não foi organizada uma única iniciativa”, frisou o candidato, lembrando o verdadeiro surto de militância socialista que se viveu no concelho há cerca de dois anos.
Recorde-se que, no início de 2008, Pedro Magalhães Ribeiro concorreu à presidência da comissão política concelhia e perdeu contra Paulo Caldas, também num momento de grande instabilidade interna.
Curiosamente, após o ex-vereador ter anunciado que avançava, o número de militantes passou de 120 para mais de 300 filiados, que deram a vitória ao actual presidente da Câmara.
“Se há mais militantes, não se entende porque é que não há mais votos nem uma maior dinâmica interna do partido”, considerou.
Em 2008, nas eleições mais participadas de sempre, votaram 197 militantes, tendo Paulo Caldas ganho com 133 votos contra 64 em Pedro M. Ribeiro.
A comissão política concelhia ficou com 21 elementos eleitos pela lista do presidente da Câmara e 10 pela do ex-vereador, a quem Paulo Caldas retirou todos os pelouros e a confiança política no mandato anterior.
Entretanto, Paulo Caldas acabou por apresentar demissão da presidência da estrutura partidária, ficando Câncio Ribeiro como responsável.
Demitiu-se no sábado, 20 de Fevereiro, na sequência de e-mails ofensivos enviados em nome da concelhia do PS sem o seu conhecimento.
in O Ribatejo
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